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sexta-feira, 31 de julho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Os Sonhos
Bom
dia, boa tarde ou boa noite conforme o momento que você está lendo
esta publicação.
Quero
falar aqui sobre algo muito importante que faz parte da vida de cada
um: o sonho. Algo tão benéfico e, ao mesmo tempo, tão esquecido.
Existem
vários tipos de sonho; aquele que temos enquanto dormimos, os que
sonhamos acordados e aqueles que são aspirações, desejos,
vontades...
Os
sonhos que temos enquanto dormimos costumam ser estranhíssimos!
Muitos até assustadores! Revelam muito, embora suas mensagens são
difíceis de decifrar. É preciso muita observação e análise para
entender. Uma boa dica é fazer anotações logo ao acordar. Assim,
cria-se um roteiro para interpretá-los e, dessa forma, não corremos
o risco de esquecê-los. Também vale a pena pesquisar sobre os
elementos sonhados em sites de busca ou livros. É possível até
recorrer à ajuda especializada.
Já
os sonhos que temos acordados são, geralmente, muito agradáveis e
nos dão um enorme bem-estar; trata-se das nossas fantasias. E a
imaginação capricha mesmo. Imaginamos cenas e situações
agradabilíssimas! Quem nunca teve um devaneio e se sentiu muito
feliz com isso? É muito bom sair da realidade e tirar os pés do
chão em certos momentos. Isso é sonhar acordado!
Tem
também os sonhos que são nossas metas, aspirações e objetivos.
Quando os alcançamos, nos sentimos realizados e vitoriosos. Há quem
diga que somente esses tipos de sonhos que nos fazem bem. Tudo porque
eles nos impulsionam e nos fazem seguir em frente rumo aos nossos
desejos.
Concordo
que os sonhos em forma de objetivos são bons, são importantes. Mas
as outras formas de sonhar também são ótimas e fazem parte da
vida. Em certas ocasiões é necessário nos desligarmos da realidade
para não enlouquecermos. É aí que embarcamos nas nossas fantasias.
Também é necessário dormirmos. Dormir para descansar. Dormir para
libertar a alma de tantos pensamentos e preocupações. Dormir para
que nossa mente projete imagens, sons e cenas que, a princípio,
parecem não fazerem sentido. Mas o significado é sempre mais
profundo do que imaginamos.
Lucyana Mutarelli
Lucyana Mutarelli
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Vaso Quebrado
Ninguém se importava com eles.
Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros.
Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio deles, mas, por ser diferente dos demais, ele foi rejeitado.
Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito.
Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, tentou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo, mas, também foi repelido.
Tentou uma 3ª vez…
Mas também não adiantou.
Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para isso.
Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho.
E foi isso mesmo que ele fez e assim conseguiu o que queria, ser aceito no clube dos vasos quebrados.
Mas a felicidade não durou muito porque logo ele começou a se incomodar com outra necessidade:
A de ser respeitado pelos demais vasos quebrados.
Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó.
E assim deixou de ser vaso!
É muito comum as pessoas serem influenciadas por outras…
Tanto que perdem sua própria identidade.
Você mesmo provavelmente tomou alguma decisão influenciado por outras pessoas.
E quantas vezes não se arrependeu?
Portanto pense…
E valorize “o vaso que é”…
Seja como for!
Autor Desconhecido
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Poesia
Eis aqui uma linda poesia que retrata a vida da autora Cora Coralina de uma maneira objetiva e emocionante! Vale a pena ler!
CORA CORALINA, QUEM É VOCÊ?
Sou mulher como outra qualquer.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.
Nasci numa rebaixa de serra
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Junto a estas decorreram
a minha infância e adolescência.
a minha infância e adolescência.
Aos meus anseios respondiam
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
Numa ânsia de vida eu abria
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
Venho do século passado.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Todo o ranço do passado era presente.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes.
Tive uma velha mestra que já
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
Nunca os algarismos me
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
Sendo eu mais doméstica do
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
Nasci para escrever, mas, o meio,
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
Sou mais doceira e cozinheira
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Nunca recebi estímulos familiares para ser literata.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Preconceitos de classe.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
A escola da vida me suplementou
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu.
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu.
Foi assim que cheguei a este livro
Sem referências a mencionar.
Sem referências a mencionar.
Nenhum primeiro prêmio.
Nenhum segundo lugar.
Nenhum segundo lugar.
Nem Menção Honrosa.
Nenhuma Láurea.
Nenhuma Láurea.
Apenas a autenticidade da minha
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
Luta, a palavra vibrante
que levanta os fracos
e determina os fortes.
que levanta os fracos
e determina os fortes.
Quem sentirá a Vida
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.
(Meu Livro de Cordel, p.73 -76, 8°ed, 1998)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Entrevista com Lucyana Mutarelli
Aqui vai, na integra a entrevista feita pelo Observatório Clube de autores à Lucyana Mutarelli:
Sou
uma pessoa extremamente observadora, reflexiva e filosófica. Uma
questionadora por natureza. Gosto de pensar e analisar sobre tudo o que
me cerca. Admiro a arte, a música, a escrita, a originalidade e a
autonomia. Tenho muita criatividade e senso crítico, por isso, acabo me
desviando de tudo o que é demasiadamente tradicional. Só sigo o que
acredito ser verdadeiramente bom.
Tanto
para a leitura como para a escrita, existem duas características que, a
meu ver, são muito importantes para uma história. Uma delas é que
proporcione entretenimento, ou seja, que prenda a atenção e que faça com
que o leitor se envolva com a obra. A outra é que transmita algo de
útil para a vida de quem está lendo. Se um livro proporciona
entretenimento, ele é um livro bom. Se um livro transmite algo de útil
para a vida do leitor, também é bom. Agora, se a obra tiver essas duas
características juntas, então considero-a excelente!
Observatório Entrevista
Lucyana Mutarelli, autora de "Poder Invisível", conversa com o Observatório e conta o que pensa da literatura brasileira e do mercado editorial
por Leandro de Oliveira Silva - leo_silva180@hotmail.com
Numa entrevista por e-mail, a autora Lucyana Mutarelli (Poder Invisível , O Enigma de uma Casa e O Despertar da Felicidade )
nos conta um pouco de sua vida de escritora e fala sobre seu último
livro lançado pelo Clube de Autores, e que pode ser adquirido clicando
no link. O Clube de Autores recomenda todos os livros de Lucyana, que
revelou ser dotada de uma escrita cheia de magia e de energias
positivas. Confira a entrevista.
1 - Observatório: Lucyana, definir a si mesmo pode ser um bom começo para se entender um pouco do "eu escritor". Diga-me: quem é Lucyana Mutarelli?
Sou
uma pessoa extremamente observadora, reflexiva e filosófica. Uma
questionadora por natureza. Gosto de pensar e analisar sobre tudo o que
me cerca. Admiro a arte, a música, a escrita, a originalidade e a
autonomia. Tenho muita criatividade e senso crítico, por isso, acabo me
desviando de tudo o que é demasiadamente tradicional. Só sigo o que
acredito ser verdadeiramente bom. 2 - Observatório: Uma vez perguntaram ao Stephen King como ele escrevia, e ele respondeu: "Uma palavra de cada vez." Agora queremos saber: como você escreve, Lucyana?
Para escrever, utilizo tanto o meio externo quanto o interno. O externo é
tudo o que está a minha volta como vivências, livros, textos,
situações, aprendizados... E o interno representa meus pensamentos,
reflexões, intuições, sentimentos, sonhos, visão de mundo... E assim,
surgem meus livros.
3 - Observatório: Conte-nos de onde veio a inspiração para seu livro "Poder Invisível", atualmente disponível no Clube de Autores? Por que você quis contar essa história?
“Poder Invisível” surgiu inspirado em observações da vida e em dois
livros: “O Poder do Subconsciente” do Dr. Joseph Murphy e “O Segredo” de
Rhonda Byrne. Essas duas obras falam sobre o poder da mente que é capaz
de atrair para nós o que queremos. A nossa cabeça funciona como um imã
que puxa para nós situações relacionadas com o que pensamos, sentimos ou
falamos. Por isso, devemos procurar sempre ter bons pensamentos e
sentimentos. Sei que pode até parecer balela. Mas através de algumas
experiências, pude perceber a funcionalidade disso tudo. Quem nunca
pensou em uma música, ligou o rádio e ela estava tocando? Quem nunca
pensou em uma determinada pessoa e, de repente, ela telefona ou a
encontramos na rua? E quando pensamos num assunto, ligamos a TV e damos
de cara com uma discussão a respeito? Isso é muito interessante!
4 - Observatório: Lucyana, como você enxerga a literatura brasileira hoje? E o mercado editorial?
A literatura brasileira, hoje em dia, é bem eclética. Tem para todos os
gostos, todos os bolsos e, até mesmo, livros gratuitos para serem
baixados. É possível ler até utilizando um celular. O que falta mesmo é o
hábito da leitura fazer parte da vida dos brasileiros. Muita gente não
lê. Ou por falta de tempo ou por considerar uma atividade enfadonha, o
que não é verdade. Se uma pessoa considera a leitura desagradável, é
porque não encontrou o livro certo para ela.
Quanto ao mercado editorial, acredito que a grande tendência é a
autopublicação. Depender de uma editora para publicar um livro, é
complicado. Muitas empresas cobram uma fortuna para o autor publicar sua
própria obra. E outras não cobram, mas também não publicam (risos).
Alegam que o original não está de acordo com o perfil editorial deles.
Mesmo que o livro seja excelente.Outra vantagem da autopublicação é que
nela não ocorre o desperdício (encalhe de livros). Somente são impressos
os exemplares vendidos.
5 - Observatório: Quem é seu autor favorito? Sugere algum título aos nossos leitores?
Além de Rhonda Byrne, autora de “O Segredo” e Dr. Joseph Murph, autor de “O Poder do Subconsciente”, sugiro “A Cabana” de William P. Young e “Entre Anjos” de L.S. Hoffman. É uma história simplesmente surpreendente.
6 - Observatório: Que tipo de história atrai você para leitura? E para escrita?
Tanto
para a leitura como para a escrita, existem duas características que, a
meu ver, são muito importantes para uma história. Uma delas é que
proporcione entretenimento, ou seja, que prenda a atenção e que faça com
que o leitor se envolva com a obra. A outra é que transmita algo de
útil para a vida de quem está lendo. Se um livro proporciona
entretenimento, ele é um livro bom. Se um livro transmite algo de útil
para a vida do leitor, também é bom. Agora, se a obra tiver essas duas
características juntas, então considero-a excelente!7 - Observatório: Considerações finais da entrevistada:
Fiquei muito feliz pelo convite e gostei muito de participar da
entrevista. Foi um prazer. Entrevistar autores é uma excelente
iniciativa. Ajuda os leitores a entender um pouco mais sobre quem está
por trás das obras que eles leem. Parabéns ao Observatório Clube de
Autores! Sempre que precisarem, estarei a disposição.
Agradecemos imensamente à nossa querida entrevistada, Lucyana Mutarelli e
aos nossos leitores e colaboradores. O Observatório Clube de Autores é
um espaço gratuito de divulgação dos trabalhos dos novos escritores
brasileiros.
Sempre à disposição para críticas, elogios e sugestões,
Atenciosamente,
Leandro de Oliveira Silva
segunda-feira, 28 de abril de 2014
A Desistência
Se não puder amar,
Desisto do amor
Se não puder ser eu mesma,
Desisto de mim
Se não puder viver,
Desisto da minha vida...
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Amor Platônico
Vi
pela primeira vez em um lugar incrível
Quem
era aquela pessoa maravilhosa?
Não
tive a ousadia de me aproximar
Mas
o destino colocou-me frente a frente
Olhei
naqueles lindos olhos
Olhos
que pareciam repletos de ternura
Conversamos
um pouco
Passamos
a nos ver algumas vezes
Sabe
aquele sentimento intenso e inexplicável
Que
simplesmente acontece?
Foi
Assim
Porém,
um amor silencioso
Que
ficou em silêncio por muito tempo
Um
amor impossível
domingo, 22 de dezembro de 2013
O Amor de Nathalie
Mais
tarde, Nathalie chegou em casa. Os olhos dela brilhavam mais que dois
cristais refletindo os raios do Sol. Seu semblante era de puro
contentamento além de um leve e sincero sorriso. Entrou
vagarosamente e fechou a porta. Catherine, que estava bebendo água
na cozinha, veio correndo para falar com a filha:
—Nathalie!
Você nem imagina quem telefonou! —exclamou Catherine.
—Quem?
—perguntou Nathalie.
—O
Kevin! Ele parecia morrer de saudades de você. Até convidei-o para
o seu aniversário – disse Catherine muito entusiasmada.
—Mas
nós nem costumamos fazer grandes festas para o meu aniversário –
retrucou Nathalie.
—Ah!
Mas um bolo sempre tem! Pedirei para a Diva preparar um delicioso –
disse Catherine animada.
Catherine,
neste momento, observou a filha com atenção por alguns instantes:
—Filha.
O que está acontecendo? Você tem estado tão diferente esses
dias...
—Diferente
como? —perguntou Nathalie.
—Não
sei. Seu olhar, seu jeito... Você parece mais feliz. Tenho a
impressão de que anda com a cabeça nas nuvens.
—São
os passeios vespertinos que tenho feito... Estão fazendo muito bem a
mim. Respiro um ar puro, sinto o vento tocando minha pele, o cheiro
das flores dos jardins por onde passo...
—E
por falar em flores, no seu aniversário seu pai irá presenteá-la
com aquele perfume maravilhoso que você tanto gosta. Já até
separou seu frasco lá na fábrica.
—Que
bom! Aquele perfume é mesmo maravilhoso! Agora deitarei um pouco,
está bem?
—Claro!
Fique à vontade, minha filha!
Nathalie
subiu até o quarto dela e mergulhou na cama. Abriu um largo sorriso
e respirou fundo. Sentia-se flutuando. Será que toda essa alegria e
bem-estar era porque Kevin viria para o seu aniversário? Claro que
não! Afinal de contas, muito antes de ela saber disso, já andava
muito contente.
***
Finalmente
chegou o dia tão esperado. O aniversário de Nathalie surgiu com uma
linda manhã ensolarada. Era um sábado maravilhoso.
Nathalie
espreguiçou-se demoradamente. Enquanto isso, Catherine surge em seu
quarto de maneira repentina segurando um belo maço de flores:
—Olá,
querida! Dormiu bem? Parabéns pelo dia de hoje! Estas flores são
para você. Um garoto tocou a campainha e pediu para te entregar –
explicou Catherine.
—Que
lindas! Quem será que mandou? —perguntou Nathalie.
—Provavelmente,
deve ter sido o Kevin. Pegue! Abra o cartão!
Catherine
estendeu o maço de flores para a filha. Nathalie segurou-o
firmemente e abriu o cartão. Ao descobrir quem havia mandado aquele
lindo e perfumado buquê, a moça ficou feliz e, ao mesmo tempo, com
muito medo! Seu rosto ficou ruborizado e a respiração ofegante! A
mãe que estava a uns três metros de distância perguntou:
—E
então? É do Kevin?
—É
sim, mamãe – respondeu Nathalie nervosa.
—Eu
já imaginava! Esse rapaz é mesmo um cavalheiro! Dê-me essas
flores! Pedirei para a Diva colocar em um vaso bem bonito. Quero que
elas enfeitem e perfumem nossa sala!
Nathalie
entregou o maço de flores para a mãe com as mãos trêmulas.
Catherine saiu muito sorridente do quarto da filha. E a moça,
imediatamente, guardou o cartão dentro de um livro que ela tinha na
gaveta de seu criado-mudo.
Nathalie
mentiu para a mãe. Essas flores não eram de Kevin. E isso poderia
lhe causar um grande problema se Catherine descobrisse.
Este é um trecho extraído do romance "O Amor de Nathalie" escrito pela autora Lucyana Mutarelli. Para maiores informações sobre o livro, basta clicar nos links das lojas abaixo:
Entrevista com Victor Romário
Tivemos o prazer de entrevistar aqui o escritor Victor Romário. Autor do livro Natureza Humana, ele nos contou sobre sua vida, sua trajetória com a escrita e suas obras favoritas.
por Luciana Mutarelli
1- Victor, como e quando você descobriu seu talento para escrever?
Victor- E será que eu tenho algum? (risos). Fico lisonjeado com o elogio quanto ao talento, pois não me considero ter tal aptidão, mas comecei a escrever na 4ª série, em 2005, quando minha professora de português/redação pediu para que criássemos uma pequena história, cujos personagens principais fossem a união de dois animais. A minha história foi: A Aventura de Formicão (formiga com cão) e Rafante (rato com elefante).
2- Qual seu gênero de leitura favorita?
Victor- Meu gênero de literatura favorito é o romance. Mesmo gostando um pouco de histórias de suspense e terror, o romance é o meu preferido.
3- Tem alguma obra que você tenha gostado muito e queira indicar para os nossos leitores?
Victor- Uma obra que marcou minha infância, e cujo autor me inspira até hoje é “A Causa Secreta”, de Machado de Assis. Amo os contos e livros deste autor, mas este é importante porque foi o primeiro que me chocou com a análise psicológica dos personagens, mostrando a transformação drástica do ser humano por causa de situações comuns da vida, como um romance e uma amizade. Mas falando de romance, “Morte e Vida de Charlie St. Cloud”, de Bem Sherwood, me emocionou com o romance impossível e o drama com o irmão, recomendo este livro.
4- Onde você buscou inspiração para escrever Natureza Humana?
Victor- Pergunta difícil de responder (risos), por que Natureza Humana surgiu por causa de um boom emocional e ganhou proporções que nem eu sei se consigo controlar. Mentira, consigo sim (risos). É que no final do semestre passado eu ia começar a escrever um conto para um livro, só que então eu passei por uma crise em meu relacionamento, que acabou terminando um namoro de 9 meses, e eu fiquei muito decepcionado com a pessoa e a situação. Quando decidi colocar toda a minha mágoa e sensibilidade naquela história que eu estava escrevendo, acabei encontrando vários elementos que eu poderia explorar mais. A ideia foi transformar aquela historinha em um romance, mas por falta de tempo, achei melhor dividir em volumes. Atualmente tenho ideia para 3 volumes, com um grande desfecho.
5- Você tem mais alguma publicação além dessa?
Victor- Ainda não tenho mais publicações, mas terei em breve. Estou desenvolvendo, além do segundo volume de Natureza Humana, dois romances para 2014: Eu Não Consigo Tirar Meus Olhos de Você e Nunca Subestime uma Garota.
6- Além da escrita, quais outras atividades você aprecia?
Victor- Outras atividades que gosto é atuar.
7- Como você enxerga o mercado editorial hoje em dia?
Victor- Ainda sou leigo sobre o mercado editorial, a única coisa que sei sobre ele, por experiência própria, é que está difícil participar dele (risos).
8 - Sabemos que os brasileiros, em geral, leem pouco. O que você sugere para mudar essa realidade?
Victor- Bolsa Livros? Brincadeira. Dar dinheiro para as pessoas não farão com que elas queiram ler, só vai fazer com quem ler, leia mais. O que seria interessante, além de um programa nas escolas de incentivo à leitura desde a alfabetização, acho que deve ser feito um movimento de popularização da literatura, algo do tipo como a cultura pop dos Estados Unidos, com mais teatros...aproximar a literatura do “povo”.
Victor. Agradecemos imensamente por sua entrevista, atenção e colaboração! Desejamos muitas felicidades e sucesso com suas obras!
por Luciana Mutarelli
1- Victor, como e quando você descobriu seu talento para escrever?
Victor- E será que eu tenho algum? (risos). Fico lisonjeado com o elogio quanto ao talento, pois não me considero ter tal aptidão, mas comecei a escrever na 4ª série, em 2005, quando minha professora de português/redação pediu para que criássemos uma pequena história, cujos personagens principais fossem a união de dois animais. A minha história foi: A Aventura de Formicão (formiga com cão) e Rafante (rato com elefante).
2- Qual seu gênero de leitura favorita?
Victor- Meu gênero de literatura favorito é o romance. Mesmo gostando um pouco de histórias de suspense e terror, o romance é o meu preferido.
3- Tem alguma obra que você tenha gostado muito e queira indicar para os nossos leitores?
Victor- Uma obra que marcou minha infância, e cujo autor me inspira até hoje é “A Causa Secreta”, de Machado de Assis. Amo os contos e livros deste autor, mas este é importante porque foi o primeiro que me chocou com a análise psicológica dos personagens, mostrando a transformação drástica do ser humano por causa de situações comuns da vida, como um romance e uma amizade. Mas falando de romance, “Morte e Vida de Charlie St. Cloud”, de Bem Sherwood, me emocionou com o romance impossível e o drama com o irmão, recomendo este livro.
4- Onde você buscou inspiração para escrever Natureza Humana?
Victor- Pergunta difícil de responder (risos), por que Natureza Humana surgiu por causa de um boom emocional e ganhou proporções que nem eu sei se consigo controlar. Mentira, consigo sim (risos). É que no final do semestre passado eu ia começar a escrever um conto para um livro, só que então eu passei por uma crise em meu relacionamento, que acabou terminando um namoro de 9 meses, e eu fiquei muito decepcionado com a pessoa e a situação. Quando decidi colocar toda a minha mágoa e sensibilidade naquela história que eu estava escrevendo, acabei encontrando vários elementos que eu poderia explorar mais. A ideia foi transformar aquela historinha em um romance, mas por falta de tempo, achei melhor dividir em volumes. Atualmente tenho ideia para 3 volumes, com um grande desfecho.
5- Você tem mais alguma publicação além dessa?
Victor- Ainda não tenho mais publicações, mas terei em breve. Estou desenvolvendo, além do segundo volume de Natureza Humana, dois romances para 2014: Eu Não Consigo Tirar Meus Olhos de Você e Nunca Subestime uma Garota.
6- Além da escrita, quais outras atividades você aprecia?
Victor- Outras atividades que gosto é atuar.
7- Como você enxerga o mercado editorial hoje em dia?
Victor- Ainda sou leigo sobre o mercado editorial, a única coisa que sei sobre ele, por experiência própria, é que está difícil participar dele (risos).
8 - Sabemos que os brasileiros, em geral, leem pouco. O que você sugere para mudar essa realidade?
Victor- Bolsa Livros? Brincadeira. Dar dinheiro para as pessoas não farão com que elas queiram ler, só vai fazer com quem ler, leia mais. O que seria interessante, além de um programa nas escolas de incentivo à leitura desde a alfabetização, acho que deve ser feito um movimento de popularização da literatura, algo do tipo como a cultura pop dos Estados Unidos, com mais teatros...aproximar a literatura do “povo”.
Victor. Agradecemos imensamente por sua entrevista, atenção e colaboração! Desejamos muitas felicidades e sucesso com suas obras!
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